quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Sobre o novo mundo em expansão



              Transmitidas oralmente, lendas sobrevivem a todas as gerações que as sucedem e felizmente, graças a essa sobrevivência e múltiplas tentativas de encontrar explicações a cerca de acontecimentos considerados misteriosos que permeiam nosso imaginário, acabam por, num momento indeterminado da história serem registradas. Em alguns casos, primeiramente em desenhos fragmentados, posteriormente na palavra escrita.

              Advindo de imprecisões ou modificações derivadas da própria oralidade, e por tentar explicar inclusive o sobrenatural, as lendas se desenvolvem num terreno fértil lastimavelmente a margem do conhecimento científico, o que lhes causa tremendos dissabores, porque a credibilidade nunca será de aceitação irrestrita ou definitiva.

              Ao longo dos anos, as lendas estabelecem um forte elo entre a cultura de um povo e suas tradições, isso é extremamente benéfico porque entrelaçados garantem a ambos a sobrevivência frente aos avanços progressivos, impedindo em circunstâncias adversas inclusive a perda da própria identidade desses povos.

              Quando invariavelmente esses povos descritos deixam de existir e não conseguimos identificar seus legítimos descendentes através das sucessivas gerações, as lendas tem papel preponderante no contexto histórico das civilizações. Verdadeiro desafio de áreas como ciência, antropologia, história ou filosofia que é posto a prova e propicia acalorados debates em aceitar que a lenda, a ancestralidade oral de narrar tais fatos tem em algum ponto fundo de verdade inquestionável, porque alguém ou vários indivíduos estiveram presentes para contar a outros o que viram ou protagonizaram.

              Dito isso façamos um salto de futurologia (justificando com louvor a fotografia da Expo 2020 que realizar-se-á em Dubai nos Emirados Árabes Unidos) e vamos decifrar uma palavra relativamente recente incorporada ao nosso vocabulário e nem tão complexa quanto possa parecer à primeira vista chamada “exobiologia,” que assim como a “exopolítica” e a “tecnologia da informação” titulam e representam áreas de múltiplas e infinitas possibilidades de exploração e conhecimento.

             “Exobiologia” cuja definição de maior precisão seria atribuída ao estudo não somente da origem e evolução, mas também da continuidade da vida na imensidão do cosmos. Num primeiro momento pode parecer tema espinhoso e muito além da nossa capacidade de compreensão e se adequa perfeitamente as reais necessidades do homem em poder conectar informações do seu passado e do seu futuro sem assombros.

            Eis um dos motivos de iniciar esse texto, definindo o papel das lendas que conforme descrevi: “transmitidas oralmente, (...) sobrevivem a todas as gerações que as sucedem e felizmente, graças a essa sobrevivência e múltiplas tentativas de encontrar explicações a cerca de acontecimentos considerados misteriosos que permeiam nosso imaginário, acabam por, num momento indeterminado da história serem registradas.

              Serei breve para descrever o que é a “exopolítica,” a evolução das áreas da antropologia, sociologia e ciências políticas interligadas num campo científico mais avançado, que envolve o contato e todas as possíveis relações e intervenções entre seres humanos (terráqueos) e seres humanos ou de outras espécies, representantes das formas de vidas existentes e das civilizações em quaisquer graus de evolução biológica, moral, espiritual ou tecnológica noutros quadrantes deste e de todos os demais universos.

              E sobre o quê afinal de contas, melhor define a “tecnologia da informação” no nosso campo infelizmente ainda limitado de visão? Em síntese um admirável mundo novo a nossa disposição (em constante aperfeiçoamento), criado para auxiliar-nos no complexo processo de evolução da nossa espécie rumo ao infinito, (a imensidão) e além inclusive... da nossa própria imaginação. O tempo das revelações inquietantes indagações do “quem somos?” ‘De onde viemos?” “E para onde vamos?” se aproxima...   


Régis Mubarak *

Graduanda em Gestão Ambiental - UNOPAR

E Marketing - SENAC

Cronista em Jornais Impressos e Portais de Notícias do RS e SC.

Pesquisador AVA SARU em Exobiologia e Tecnologia da Informação.