quarta-feira, 27 de maio de 2015

Porque você deve estudar de verdade



              Porque você se tornará alguém mais feliz. Respondido já na primeira linha. Desse modo vou lhe poupar a continuidade da leitura didática do dia. Por que sim. Porque vale a pena. Porque é tudo de bom. Porque você vai se tornar uma criatura mais especial do que já foi até o dia de hoje. Porque conhecimento é a própria expansão do Universo. Verso. Reverso. E o Multiverso. Vou dar meu testemunho para lhe dar um empurrãozinho carinhoso... Aliás, nessa semana abrem-se as inscrições para o temerário ENEM e posso garantir amiguinho é angustiante, massacrante, extenuante, mas também trata-se de uma experiência única, superlativa e sem comparativos.
              Minto, vou dar metade do meu testemunho pra não me tornar pedante. Séculos e séculos atrás iniciei duas faculdades diferentes em épocas diferentes que não cheguei a concluir nenhuma. Também já comecei cursos de idiomas, cursos avulsos e trilhões de outros que não cheguei ao fim. E outros maravilhosos que gabaritei na avaliação final e coleciono diplomas. Também já fui obrigada a cumprir carga horária em cursos profissionais (relativos às minhas funções públicas) insuportavelmente chatos, com monitores tri desmotivados, que não me acrescentaram nada além do que eu já sabia.
              E me tornei autodidata em informática (já contei isso diversas vezes) e em idiomas também. Enfim... e depois de séculos e séculos voltei para Universidade, num curso completamente diferente de tudo aquilo que já tinha feito até então. Entretanto nunca abandonei os livros (não os literários, romances, ficção etc e tal), mas os da categoria técnica, em busca de mais informação e conhecimento nas mais diversas áreas e é justamente nesse quesito que gostaria de incentivar “os primos do Gato Garfield esparramados no sofá da sala,” meio que sem ânimo... a darem o primeiro passo.
              Porque você deve estudar de verdade? Porque você vai conhecer e se enturmar com pessoas dos mais diversos segmentos, etnias e rincões. Vai partilhar e compartilhar (em tempo de redes sociais) trilhões de pitaquinhos... criará redes de relacionamentos que de repente podem perdurar para vida toda. Novos amigos que serão adicionados, utilizando essa palavrinha da moda... E repetindo o primeiro parágrafo lá de cima: porque conhecimento é a própria expansão do Universo. Verso. Reverso. E o Multiverso. Então se você tem “um legítimo buraco negro em seu currículo venha desintegrá-lo!” Frequente um curso de Jovens e Adultos e complete seu nível de escolaridade. Pronto simples assim. Se já encerrou o Ensino Fundamental, inscreva-se e finalize o Ensino Médio. Se ingressou na Faculdade (ou Universidade) e deixou 1, 2, ou 3 cursos pela metade, mãos a obra e preste novo vestibular ou as provas do famigerado ENEM e retorne a sala de aula na moral! Se fizer falta uma Pós ou Mestrado, porque não iniciar agora? Sim exatamente agora em tempos de crise, justamente “para ajudar a combater” essa maldita fase que não vai durar a vida toda “não senhorito!”
              E se a carência for um cursinho de inglês, espanhol ou francês? Pode ser até chinês ou o idioma árabe talvez... Dominar as ferramentas do mundo do internetês! Jardinagem? Reiki? Cromoterapia? Astrologia? Exobiologia (ueba!) seja muito bem vindo! Lições práticas de Mecânica? Eletricidade? Primeiros Socorros? Culinária? Judô? Encoraje-se, reorganize agenda, tempo e finanças e voe rumo ao infinito e além!
              E por favor, não venha com aquela surrada desculpa de que estou velho (a) demais para retornar aos bancos escolares. Porque querido (a) essa é a legítima desculpa esfarrapada de quem não tem coragem de encarar desafios, enterrar fantasmas, apagar mágoas e principalmente refazer partes da trajetória que foi interrompida por um trilhão de circunstâncias, que não vamos listar aqui, porque cada um de nós carrega a sua própria história, memória e dias melancólicos de solidão e desapontamentos. Em algum momento de nossas vidas fomos vítimas dessas circunstâncias com certeza, o que não podemos é ficar reféns por toda a existência sem reagir e vencer essas malditas dores!

Régis Mubarak

quarta-feira, 20 de maio de 2015

La Isla Bonita



              Semana passada escrevi um texto intitulado: “Sobre o que as pessoas precisam saber sobre você” nas chamadas Redes Sociais e Internet. Não querendo ser radical demais, deixei alguns tópicos de fora que poderiam ter sido amplamente abordados. Para minha satisfação, no último domingo em artigo no Jornal ZH, página 24, o Doutor em Ciências da Computação, o gaúcho Nelson Mattos que reside no Silicon Valley na Califórnia, Estados Unidos expôs detalhadamente os perigos e armadilhas sob o título “Criminosos de olho na rede” com total domínio e maestria (...) “...espero que tenha ficado óbvio que corremos riscos enormes causados pelo mar de informações a nosso respeito que postamos diariamente” afirma o Doutor Mattos, cuja leitura do referido artigo recomendo por motivos óbvios que são totalmente dispensáveis de enumerar.

              Entretanto quando digo satisfação, não traduza no sentido de sentir prazer em estar certa sob meu ponto de vista com ironia, sadismo ou sarcasmo, mas sim no sentido de alinhar meu pensamento a uma pessoa, no caso um estudioso, pesquisador, cientista, Doutor em Ciências da Computação, enquanto eu, escondidinha num pontinho qualquer do mapa fronteiriço, apenas sou aprendiz, observadora, neófita e escrevinhadora...

              E nesse sentido, também considere um verdadeiro estímulo para que qualquer pessoa, (incluso você mesmo) aprendiz em qualquer área torne-se atento observador, detalhista (perspicaz) e justamente venha compartilhar na rede ou fora dela, suas impressões (informações) sobre a maior gama de assuntos possíveis. Sem me alongar demais nesse tópico, enfatizo que aí está o objetivo de se fazer conexão! De buscar conhecimento e repartir conhecimento no século XXI que iniciou há pouco...

              Então você deve estar se perguntando, mas porque “raios Mutley” escolhi o título “La Isla Bonita,” que é nome de uma canção tri maravilhosa da Rainha do Pop Madonna: http://pt.wikipedia.org/wiki/Madonna cujas versões e participações especiais são inúmeras, mas aqui indico a do grupo Gogol Bordello, uma das mais eletrizantes: https://www.youtube.com/watch?v=JbDbBal53ig Gogol Bordello é uma banda multiétnica de gypsy punk formada em Nova Yorque em 1999 e cujo vocalista ucraniano Eugene Hütz ou Yevgeniy Aleksandrovich Nikolayev, é uma figuraça indescritível em suas performances:  http://pt.wikipedia.org/wiki/Gogol_Bordello

              Peço desculpas se estou até parecendo infanto-adolescente (dã!) esquecendo o novo pacote de maldades do Governo Dilma, o aumento um tanto quanto discrepante na inscrição do ENEM, a paralisia e a decepção imensuráveis do Governador Sartori, cujo slogan “Meu coração é o Rio Grande” me faz chorar de tanta raiva por ter desperdiçado meu voto e ter sido ludibriada por uma campanha de marketing deveras impecável! “La Isla Bonita” por instantes me faz vislumbrar momentos de alegria, magia, sedução e paixão, que todos nós merecemos disfrutar ao longo de nossas existências.

              Peço desculpas se estou até parecendo insensível de certo modo, com uma possível greve dos Professores se avizinhando, com novos desdobramentos da Operação Lava Jato, da Operação Zelotes e outras que estão por vir. Acontece vez por outra precisamos nos imaginar em uma misteriosa ilha bonita, desconectados da realidade que ultimamente anda mega cruel, para recarregar as baterias e voltar aos dias inglórios de labuta. (…) “I fell in love with san Pedro/Warm Wind carried on the sea, he called to me/Te dijo “te amo”/I prayed that days wold last/They went so fast/Tropical the island breeze/All of nature wild and free/This is where I long to be/La Isla Bonita.”

             Eu me apaixonei por São Pedro/O vento quente junto ao mar, ele me chamava/Te digo “te amo”/Eu rezei para que aqueles dias nunca acabassem/Eles passaram tão rápido/Tropical, a brisa da ilha/Em meio à natureza selvagem/Este é o lugar onde quero estar/A ilha bonita. 


Régis Mubarak