quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Nosso frágil planetinha azul



              Ao dar início “a formatação” do artigo para envio aos Jornais Impressos e Portais de Notícias com os quais colaboro, me deparei com um dilema existencial. Não... minto... um verdadeiro drama existencial! Abro meu querido Notebook e eis que todos os assuntos, nos quais havia juntado informações ou rabiscado linhas avulsas, eram sobre “quase” tragédias. “O pacote de maldades da nova fase do Governo Dilma.” “O programa Fantástico substituindo matérias culturais por campanhas de salvamento de traficantes presos na Indonésia e aquelas criaturas “voluntariamente” encrencadas em Cancún.” “A Andressa Urach vendendo as próprias fotos hospitalares para se manter no alvo da mídia.” “O desastre do meio milhão de redações zeradas no Enem.” Ufa!
              Então fechei “a pasta criativa” e infantilmente abri uma caixa de chocolates para compensar o baixo astral que se apossou do meu ambiente de labuta. Ok... Ok... pensamento pra frente: “não desistiremos do Brasil,” ainda que nem o falecido Eduardo Campos era tão inocente assim quanto sua imagem nos apregoava. Tá bem.. tá bem... dando alguns tropeços, o Governo Dilma irá acertar bordoadas na cabeça do dragão da inflação. Vejam amigos, o quanto minhas expectativas otimistas não se arrefeceram.
              Deixe-me pensar... talvez como dizem os críticos, o Fantástico esteja mesmo em processo de decadência de audiência e inteligência, então melhor é trocar de canal, assistir a um filme ou ler um livro. Quanto a Andressa Urach, se isso for realmente fato e não boato, está precisando de acompanhamento psicológico com urgência e a culpa desse desequilíbrio mental deve ser repartido com “seus ardorosos fãs & seguidores,” que incentivam a exposição máxima até atingir (postando no Instagram e Face senão perderia a graça) as próprias entranhas... tipo as outras companheiras do mesmo time e não menos espalhafatosas Rihanna, Kim Kardarshian, Lady Gaga e Miley Cirus.      
              Ah sim e o meio milhão de redações zeradas no Enem?!?  Ops... me diz aí você!!! Pausa para respirar fundo e falarmos sobre o nosso frágil planetinha azul.  (Realmente me faltam sinônimos decentes para explicar esse meio milhão!)
              Chama-se “Terra Frágil – O que está acontecendo com o nosso planeta?” lançado no Brasil pela Editora Senac e publicado originalmente em inglês pela Harper Collins “Fragile earth: what’s happening to our planet,” um livro fascinante com 300 páginas de fotos, gráficos e informações detalhadas. (E você deve estar se perguntanto por que dissertar sobre Ecologia numa hora dessas? E porque não? Já te respondo...) Li o livro direto sem pausa para o almoço e não poderia ser diferente. É mega fantástico (desculpe, não resisti ao chiste) e não se trata tão somente sobre os caminhos e descaminhos da Ecologia. É sobre a exploração de recursos naturais, mudanças climáticas, desenvolvimento, deslocamento e sobrevivência dos seres humanos.
              E de repente você fica meditando porque o Brasil não avança, não dá certo, não se encaixa, não se emenda, não cresce e aparece no cenário mundial como uma grande, jovem e próspera Nação? Não sofremos terremotos avalassadores, não temos vulcões medonhos prestes a explodir sob nossas cabeças, nunca fomos atingidos por tsunamis, tornados, tempestades de areia, etc, etc, etc... Será que somos abençoados pela mãe natureza na sua totalidade mas amaldiçoados pelos governantes que elegemos para tomar conta de nossa grande, jovem e próspera Nação? Ops... me diz aí você!!!
              Recomendo a obra “Terra Frágil” porque é magnífica e não vou falar além disso, para não lhe tirar o prazer da leitura. Recomendo que em 2015 você leia esse e outros livros legais também. E faça palavras cruzadas. E namore bastante. E assista a bons filmes. E ande de bicicleta. E brinque com seu cachorro. Ah sim e prepare-se porque 2015 não vai ser molezinha não, por isso tenha sempre a mão “muitos chocolates” para levantar o seu astral! Também pode ser pizza de atum com guaraná!

Régis Mubarak  

 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

FAB - Força Aérea Brasileira - Construindo o Futuro.


Campanha Institucional da FAB – Força Aérea Brasileira – 
"Construindo o Futuro."
Tri Legal. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Criatividade, fim e recomeço



              Essa não é uma historinha de muitos mistérios. Aliás, poderíamos até classificar como um causo qualquer, não fosse o momento presente de estarmos imersos/dispersos nesse período especial (e frenético) de virada de ano. Mas antes de continuar, preciso fazer uma ressalva, abrir “um parêntesis” porque em hipótese alguma, este texto está sendo escrito com o intuito de escárnio ou pilhéria de alguém, mais especificamente daqueles que “levam tudo isso (já lhes explico melhor), a sério.”
              Na-na-ni-na... esse artigo, cujas primeiras linhas escrevi em folhas de caderno dentro do ônibus, que me levaria ao meu destino, poderia ser sobre criatividade. Sobre publicidade e propaganda. Sobre técnicas de marketing. Simples assim... Não sobre as teorias acadêmicas do marketing. Ou sobre aqueles mega gênios que nos influenciaram graças as suas atitudes e criações. (Eis que a criatividade não tem limites e você muito bem sabe disso: quando “nós” (a sociedade) passamos por períodos de crises, encontramos soluções brilhantes para problemas que até então pareciam insolúveis.)
              Era uma terça-feira, quando recebi o primeiro folheto promocional no meio da rua, torrada por um sol de deserto africano. No decorrer da semana, receberia outros dois pelo correio. Parabéns pra você que criou essa tal “Oficina da Alma.” O design visual é bacana e “o questionário de sintomas” uma sacada de mestre. Num momento ou outro de nossa existência, algo se encaixa perfeitamente. Amor não correspondido? Angústia? Estresse? Vê vultos? Ouve vozes? Insônia? Desemprego? E a propaganda: “(...) aproveite os preços promocionais de final de ano, para descarrego, abertura de caminhos, e banhos especiais para amor, fortuna e saúde.” Infelizmente não me tornarei sua cliente, mas fiquei confesso, impressionada: marketing e criatividade é isso!
              Não vou divulgar seu telefone, nome ou e-mail, porque estaria apoiando diretamente seu trabalho. (Vamos combinar, sessão do descarrego é dose!) Entretanto não estou debochando, já me antecipei no primeiro parágrafo, porque não se pode desconsiderar o fato de que se existe oferta, existe procura, se existe demanda a determinados serviços, existem lacunas a serem preenchidas nesses tempos difíceis.
              Porém, há outra questão maior nessa história que é a fragilidade do ser humano. Nossas angústias, nossos medos, nossas decepções, nossas tristezas, nossos erros, nossos desejos não realizados, enfim... e a infelicidade latente, que impele a essa busca meio insana e totalmente desnecessária por respostas, socorro e auxílio “nos outros,” quando todas as respostas estão dentro de cada um de nós. E pouquíssima diferença fará se você é católico, evangélico, umbandista, muçulmano, espírita, pentecostal, judeu, maçônico, ateu ou mais outras mil denominações. Esse mundo é ilusório de qualquer maneira e saiba que quase todas as propagandas, (incluindo as de igrejas e seitas de quinta categoria) são enganosas, distribuídas fartamente todos os dias de sol escaldante, chuvas torrenciais, via e-mail, pelo correio e até em sinais de fumaça!
              Em breve “novas verdades” serão abertamente escancaradas. Buda, Cristo, Maomé, Kardec, Shiva e outros grandes mestres e criadores de universos (sim você leu direitinho: universos), nos reservam uma surpresa para o final dos tempos e só ficarão de pé, (nem os escolhidos, nem os escalados, menos ainda os ludibriados), aqueles que tiverem força, coragem, dignidade e fé suficiente para permanecerem íntegros até o fim, que não é bem o fim mas sim o recomeço! Ah... e também, antes que me esqueça, não se iludam amigos, não são as palavras e sim todas as nossas ações realizadas e gravadas “no chip do nosso cérebro,” que serão escaneadas, conferidas e pesadas naquela famosa balancinha do bem e do mal naqueles inesquecíveis dias que estão “quase” chegando...
 
Régis Mubarak