segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Joga a sua mãe do trem



               ...pra sentir na (sua) pele a dor alheia. Ando passada com o nível de jornalistas que faculdades e universidades tem ultimamente despejado a campo. Sim, faculdades e universidades com letra minúscula, por que não dá pra considerar um profissional seja masculino, feminino ou de sexo indefinido, (a questão não é gênero e sim competência), entrevistando a mãe de criança recém diagnosticada com microcefalia perguntando na maior cara dura: “E como você se sente agora?” ou “E daqui por diante como vai ser?”
              Gente, o que essa mãezinha vai responder em cinco segundos, com a repórter enfiando o microfone nas suas fuças, se nem ela ainda conseguiu avaliar a verdadeira extensão do problema, que não envolve apenas o inocente que acabou de nascer, mas toda a estrutura familiar (ou a falta dela), que precisa ser revista apartir de então.
               E aquele tipo de correspondente internacional que inicia a reportagem com frases magnânimas do tipo: “As pessoas apavoradas não querem mais sair à rua.”  Ou “O Governo acredita que apartir de hoje o terrorismo vai tomar conta do mundo.”
              Gente, em tempo de guerra ou de paz, o planeta terra não deixa de completar sua rotação e translação. O tempo continua a marcar suas horas, minutos e segundos. E “aquele espantalho” utilizando-se de sensacionalismo extremista e deturpação de dados informativos, se esmera para que o negativismo avance vinte degraus acima em um só golpe. (E ah próposito: o terrorismo não vai tomar conta do mundo, nem de metade do mundo, nem de qualquer parte do mundo na-na-ni-na! Aliás precisamos rever a data do Juízo Final, porque segundo consta já mudaram a data de novo! Ops de novo?!?)
              E aquele tipo de profissional em qualquer meio de comunicação, rádio, jornal, televisão, revista ou internet que se esmera numa reportagem “tamanho GG,” ouvindo (e defendendo descaradamente) somente uma parte dos envolvidos na questão. E você lê e pensa que o outro elemento, que representa o lado B é o maluco, o doido, o infame, o coisa ruim... e quando vamos a fundo, tudo está maquiado, a vítima foi esmigalhada e o agressor é que ganhou espaço nessa mídia, numa torpeza sem precedentes.
              E se quisermos seguir listando exemplos, aliás, péssimos exemplos, vem à tona “aqueles feras” que assassinam sem dó à gramática e se acham o máximo. Ou se esmeram nas redes sociais se posicionando radicalmente contra algo: partido, time de futebol ou corrente religiosa e na vida real, flertam com o engodo e a propina, às vezes até, sendo “mais que amigos íntimos” de alguns cafajestes da máfia local.
              Existem excelentes Jornalistas. Excelentes Repórteres. Excelentes Redatores. Excelentes Relações Públicas. Excelentes Publicitários. Excelentes Assessores de Marketing. Profissionais que merecem medalha de ouro sempre ou quase sempre. Mas existem as porcarias que enganam, engambelam, mascaram a verdade, ludibriando o leitor desatento, o ouvinte ansioso, inclusive “os espertos” internautas no hiperespaço.
              Existem as porcarias que não sabem o quanto o jornalismo é uma profissão sagrada, especial, essencial e de utilidade pública. A mídia, o poder (sim o quarto poder) podem fazer a diferença e ajudar uma comunidade inteira a se fortalecer, a vencer barreiras que impedem o desenvolvimento irrestrito e em larga escala, podendo realizar milagres de proporções bíblicas! A-le-lu-i-a irmãos e não estou de brincadeira!
              Porque tive o prazer de participar dias atrás, de um fórum com tradução simultânea, onde jornalistas famosos de várias partes do planeta, já na casa dos 60 e poucos, relatavam suas experiências extraordinárias, quando ainda se usava máquina de datilografia e nem existia telefone celular. E os ouvi “chorosos” de como gostariam de iniciar suas carreiras nos dias atuais, com toda essa tecnologia a disposição. E aí eu pergunto: de que vale toda tecnologia do mundo, “se essas pragas hoje saem da escola quentinhas,” mas não prestam nem pra escrever míseros 144 caracteres ali no Twitter!?!

Régis Mubarak
Graduanda em Gestão Ambiental - UNOPAR E Marketing - SENAC.
Cronista em Jornais Impressos e Portais de Notícias do RS e SC.
Pesquisador AVA SARU em Exobiologia e Tecnologia da Informação.


sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Thoth 3126 é mais que sensacional!

Conheça um dos melhores sites da na internet sobre a história do nosso planeta terra 
e muito além...   http://thoth3126.com.br/

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Tsubasa Imamura faz bem ao coração



              A primeira vista não é só uma questão de estilo, mas como se destacar no concorrido mercado musical e ganhar atenção merecida. Vestir-se de carne crua? Aparecer quase nua ou deixar-se bolinar por outros artistas? Misturar letras dançantes com palavras escatológicas? Se achando inacreditavelmente o máximo da cocada preta?
            Tsubasa Imamura não descobriu a fórmula mágica, porque seu estilo moldado por múltiplas influências flerta um pouquinho com a nossa bossa nova, o que não é uma novidade, digamos assim do outro mundo. Aliás, minto é uma novidade que vem do outro lado do mundo: na voz suave de uma representante da terra do sol nascente.
              E essa talentosa japonesinha interpreta diversas composições brasileiras com a alma e isso sim é que faz sensível diferença. Portanto esqueça figurinos espalhafatosos, cenas deprimentes, “rebolation” fora de propósito, aulas desnecessárias de “deseducação sexual” em cima do palco e outras dezenas de apelativos meza ridículos.
          Um banquinho e o violão, simples assim... Impulsionados por uma vontade enorme de ser feliz fazendo o que gosta e fazer os outros felizes, cantando belas canções o que ela aprendeu e dilapidou direitinho, já que aos 11 anos, após ganhar uma guitarra do pai, enveredou-se para o caminho da música e não teve mais volta.
              Tsubasa Imamura faz bem ao coração e isso amigos, é o que importa.
              Ouvi-la interpretando “Pra ser sincero” dos Engenheiros do Hawaii, “Lua em flor” de Oswaldo Montenegro, e minha preferida: “Chão de Giz” do Zé Ramalho, parafraseando aquela velha propaganda da televisão, é verdade: “não tem preço!”
              Mas também pra quem curte Sandy, Marisa Monte, Paralamas, Djavan, Pitty ou Roberto Carlos no clássico dos clássicos “Como é grande o meu amor por você,” a japinha manda ver e arrasa quarteirão, com aquele sotaque todo especial e uma ginga nipônica. Sim eles “os seres orientais” também tem “ginga e mandinga,” my friend!
              Ou de que outra forma você explicaria, ficarmos hipnotizados diante de uma representante asiática que até pouco tempo atrás a gente nem sabia que existia? E existia desde 1984, data do seu nascimento em Kanazawa, capital da província de Ishikawa.
              Tsubasa que já veio ao Brasil inúmeras vezes, percorrendo dezenas de cidades, apresentando shows intimistas, pacifistas, românticos e brasilianistas, angariando ainda mais fãs.  Desculpem os excessos, sem querer puxar “a brasa pro assado,” recentemente disponibilizou o site oficial http://www.tsubasaimamura.com/ todinho em português.
             E não pense que estou me derretendo a toa, porque ela realmente interage com os fãs ao redor do planeta, dando especial atenção ao Brasil, que diz ser a sua segunda casa. Ao contrário de outros artistas não terceiriza esse contato nas redes sociais!
              E faz de uma forma muito divertida, incluindo a participação do seu gato de estimação. Sua palavra preferida em português? “Fofa!” E dá-lhe 5 aulas por semana do nosso idioma, para poder cantar direitinho, ainda que às vezes troque o “R” pelo “L,” o que na maior malemolência acaba deixando o Cebolinha da Turma da Mônica muito a vontade pra trocar figurinhas! Vou disponibilizar os links para as músicas mais bacanas, obviamente em minha opinião. E gostos nem se discute, é óbvio criatura! “Como é grande o meu amor por você” https://www.youtube.com/watch?v=svyr1RGeeCM e “Chão de Giz”  https://www.youtube.com/watch?v=Co5MdZu_jSs
              Prazer em conhecê-la Tsubasa Imamura, repita aqui comigo caso você ainda não tenha ouvido falar dessa jovem promessa: “HAJIMEMASHITE,” cujo primeiro álbum foi lançado em 2009 pelo selo independente D.N.A. Rock Café. E para ajudar nessa integração Brasil Japão, que comemorou recentemente seus 120 anos de amizade ininterrupta e abençoada a outra palavra do dia é essa aqui: “URESHII DESU.”
              Já desenhar ideogramas é mais complicado e eu não me arriscaria! KAWAII!      
    
Régis Mubarak  
Graduanda em Gestão Ambiental - UNOPAR E Marketing - SENAC.
Cronista em Jornais Impressos e Portais de Notícias do RS e SC.
Pesquisador AVA SARU em Exobiologia e Tecnologia da Informação.

 

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

A Fábula da Colmeia do Trabalho



              Essa é uma história muito, muito antiga passada de geração em geração...
              “Havia uma aldeia encantadora que ficava localizada bem no meio de um vale próspero e feliz, rodeado de outras aldeias tão simpáticas quanto ela. Um vale colorido, com uma diversidade de plantas, animais e etnias, que vizinhos próximos acreditavam serem suas águas divinas. Por décadas e décadas, todos prosperavam e não havia inveja e competição entre os moradores do local. Todos se ajudavam e nos finais de semana, comemoravam em bailes e festas suas colheitas fartas. Os anos ia passando e as famílias cresciam e tinham filhos e filhas perfeitos e cheios de virtudes, que se enamoravam e casavam e tinham outros filhos e filhas mais lindos e carregados de virtude também. Então houve um dia, ninguém lembra ao certo quando, que algo se sucedeu colocando a prova os verdadeiros valores daquela aldeia. Um mensageiro que ninguém sabe vindo de que região distante, lançou uma espécie de maldição para testar se o grau de amizade e solidariedade, permaneceria indestrutível em momentos de dificuldade extrema. E o sol deixou de brilhar por breve período desaquecendo seus corações. Mas o segredo para quebrar tal feitiço, fora escondido em potes de mel numa colmeia de abelhas, localizada na encosta de uma das montanhas do vale. O que aconteceu a seguir foi uma sucessão de desavenças desgastando relacionamentos, amizades sendo desfeitas e os conhecimentos deixando de ser transmitidos uns aos outros. Períodos de colheitas ruins, intempéries climáticas e discursos inflamados, dividiriam os clãs e transformariam amigos em desafetos e até, em inimigos mortais. Mesmo os jovens, cheios de energia criativa eram proibidos pelos anciãos de pôr em prática ideias em busca de soluções. Nada parecia dar certo, até que numa manhã de dezembro, o mensageiro retornou a aldeia com quatro burricos, oferecendo-lhes ajuda e resposta a tais desafortúnios. Os líderes locais, cada qual presenteado com um burrico puseram-se a traçar planos de como subir a montanha, encontrar os potes mágicos e resgatar a luz do sol. Entretanto na noite anterior, cada líder ordenava ao seu burrico que puxasse a carroça para um lado específico, favorecendo sua posição, porque queria ser ovacionado por todos os moradores como o único Salvador da Pátria. Então dia após dia, os burricos obedecendo cegamente a seus donos subiam juntos o caminho até a colmeia divina, onde a Rainha Abelha carregava dezenas de potes de mel que trariam de volta a felicidade e a luz do sol, mas ao chegarem próximos à entrada da vila, puxavam a carroça para um lado diferente e essa se despedaçava, levando ao solo os potes de mel que se espatifavam sem dó. O desespero tomava conta da aldeia e a tristeza parecia não ter fim, até que numa noite, um dos burricos cansado daquilo tudo escapou do cercadinho e subiu sozinho até a montanha, pedindo humildemente auxílio à Rainha Abelha, relatando-lhe que ele e seus irmãos eram forçados a puxar a carroça cada qual para um lado oposto e a Rainha sabendo que falara a verdade, orientou-o a convencer seus irmãos a puxarem a carroça na mesma direção, ignorando as ordens dos velhos anciões, que estavam cegos pela cobiça, pelo poder e pela ignorância. E foi o que os burricos fizeram, descendo a montanha carregados com os potes de mel e ao entrarem na vila, seguiram até a praça, enfrentando os gritos histéricos dos seus donos que se engalfinhavam entre si. Lá, as crianças e jovens de mãos dadas, abraçaram os burricos e os potes de mel, de onde saíram milhares de abelhas mágicas dispostas a contagiar o vilarejo, no mais puro espírito de solidariedade e esperança, porque o futuro é feito com a união de todos, em prol de todos, para o bem de todos, ensinando aos descrentes, que é principalmente nos períodos de dificuldade, que as pessoas devem permanecer íntegras e fortes, dividindo o conhecimento em iguais proporções, descartando o individualismo e o ego, renovando sua coragem e fé no homem, na cooperação e no bem comum acima de tudo.”

Régis Mubarak
Graduanda em Gestão Ambiental - UNOPAR E Marketing - SENAC.
Cronista em Jornais Impressos e Portais de Notícias do RS e SC.
Pesquisador AVA SARU em Exobiologia e Tecnologia da Informação.