terça-feira, 24 de novembro de 2015

O que é ser brasileiro



              Uma experiência única que só pode ser descrita por alguém que tenha nascido ou sido adotado por esse imenso país. Não é discriminatória, porque acolhemos imigrantes de todos os cantos do planeta. Não é exclusiva, porque miscigenar raças não é característica isolada. Ao longo do desenvolvimento dos continentes, povos em maior ou menor grau misturaram-se entre si, se apartaram geograficamente e se reunificaram através de tratados políticos (e infelizmente através de guerras), mas somente nós, construímos essa identidade ímpar (e especial) através do coração e do amor a Pátria.
              Ser brasileiro é ser latino americano e também não é. Ser brasileiro é ser ibero americano e também não é. Ser brasileiro é partilhar a língua portuguesa, mas também não somente ela. Nosso idioma deveria chamar-se “língua brasileira,” porque foram incorporadas palavras dos idiomas árabe, espanhol, italiano, alemão, francês, japonês e milhares de outras oriundas dos dialetos e idiomas indígenas e africanos, (aliás, principalmente destes) e demais línguas, que deixarei de aqui mencionar.
              Ser brasileiro é pertencer ao continente sul americano, mas é também ser o feliz proprietário de um continente inteiro, haja visto o tamanho da nossa querida nação. Ser brasileiro é ser gaúcho, mineiro, amazonense, goiano, cearense ou acreano e falar o mesmo idioma, ainda que gostos musicais, culinária, cultura, folclore e aspectos geográficos tenham caraterísticas tão distintas, que aos olhos do estrangeiro, parece que 26 estados (mais distrito federal) “foram se aprochegando pra formar esse Brasilzão.”
              Então eu proponho tipo assim “a nova independência do Brasil!” Não uma guerra esdrúxula e sanguinária, fechando fronteiras aos nossos primos argentinos, paraguaios, bolivianos ou colombianos. Não uma carnificina sem proporções, atacando Portugal e Espanha, despejando quaisquer bombas numa espécie de vingança retroativa aos séculos passados de exploração. Menos ainda xingar Inglaterra, França ou Holanda nas redes sociais, difamando essas (e um punhado de outras Nações inclusive), que roubaram nossas riquezas e ainda hoje, vez por outra, querem bancar os espertinhos pra cima do Brasil. (E nem soquear os EUA, que se acham os donos do pedaço, porque loguinho eles vão colher o que plantaram, ao se associarem a reptilianos e draconianos!)
              Proponho “a nova independência do Brasil” a ser comemorada todo dia 1º de novembro, entre o dia 31 de outubro dia Nacional do Saci Pererê e 02 de novembro, dia dos Finados. A ideia é simples: porque no dia do Saci nos divertimos com todas as travessuras, encantamentos, magias e molecagens possíveis. No dia 1º traçamos planos para uma nova fase da nossa existência e construção e re-construção dessa jovem nação. E no dia 02, obviamente por ser o dia dos finados, meditamos, oramos e relembramos de todos aqueles que não estão mais presentes fisicamente entre nós e nos preparamos espiritualmente para enfrentar “os demônios, bruxos e feiticeiros do mundo real,” que tentam a todo custo impedir o Brasil de se tornar o Gigante do Cruzeiro do Sul.
               E nem vou detalhar minhas pesquisas exobiológicas pra não assustar ninguém. O Brasil está destinado a ser o almirante do navio que vai singrar os mares de uma nova expansão marítima. O guardião das sementes de uma nova terra. O comandante de uma nova revolução pacífica que vai unificar os povos. O líder de uma exploração que nos levará muito além desse Universo. O futuro da espécie humana, do planeta terra, estrelas que semearão universos que estão por nascer. (Juro pela minha mãe!)
             Então pra quem não sabe o que é ser brasileiro respondo: é ser loiro de olhos azuis, ou moreno de olhos verdes, ou negro de cabelo enroladinho, ou indígena de pele achocolatada. Ter antepassados russos, poloneses, chineses ou suecos. Ser filho de mãe espanhola com pai árabe. Mãe austríaca com pai italiano. Avós e bisavós que vieram da Nigéria, do Líbano, da Índia, do Egito ou da Venezuela, ou do mundo todinho!
              Não importa, tanto faz, não faz a mínima diferença. Somos multiétnicos, multirraciais, multicoloridos, multicriativos. Uma nova raça, espécie, etnia miscigenada unidos num só coração e triunfaremos sim... por sermos Brasileiros do (amado) Brasil!

Régis Mubarak 
Graduanda em Gestão Ambiental – UNOPAR e Marketing – SENAC.
Cronista em Jornais Impressos e Portais de Notícias do RS e SC.
Pesquisador AVA SARU em Exobiologia e Tecnologia da Informação.



terça-feira, 17 de novembro de 2015

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

The Montain from TSO photography on vimeo


Planeta Água



              Não podemos fechar os olhos que a degradação ambiental: a poluição atmosférica, dos solos e da água faz parte da nossa triste realidade. Segundo dados estatísticos diariamente em nosso país, produzimos toneladas de lixo, entre residencial e industrial, e na grande maioria das vezes não sabemos (ou não nos interessamos de fato, sejamos sinceros a essa situação) em dar destino correto a todo esse lixo produzido.
              E se não estamos cientes da própria separação em si, que dirá do tempo de decomposição individual de cada item que descartamos incorretamente! E levando em consideração que o ciclo da água é indissociável de cada etapa da nossa existência, obviamente que nem seria preciso enfatizar o quanto a contaminação do meio ambiente leva a resultados cada vez mais temerários!
              Interessante como alguns estudiosos, (pesquisadores e cientistas) afirmam que nosso Planeta Terra, deveria mesmo era ser chamado de “Planeta Água,” porque ainda que mal distribuídas na sua superfície, às fontes hídricas são abundantes, mas somos nós que não sabemos utilizar esse recurso maravilhoso.
              Inclusive a maior parte do corpo humano é feita de água, assim como em todos os seres vivos, sendo o maior elemento na seiva das plantas, no sangue e células dos animais, então um mundo sem água seria praticamente impossível de se viver. Por isso o desperdício de água deveria ser considerado um crime!
              Dados estatísticos disponíveis na ANA, Agência Nacional de Águas que atribui a seguinte divisão na América do Sul: 14% para uso doméstico, 24% para uso industrial e 62% para uso agrícola e talvez pelo fato do Brasil possuir cerca de 12% da água doce de todo planeta, é que essa falsa sensação de que os recursos naturais são inesgotáveis nos acompanhe desde sempre!
             Rios e córregos sistematicamente maltratados ao longo de décadas por nossa população, grande parte ignorante, outra parte negligente. Mas afinal, a água não é um bem de domínio público? Exatamente e justamente por isso é que ela pertence a toda sociedade, a todos nós e precisa estar disponibilizada em boa qualidade para o consumo, sendo monitorada através de saneamento básico. Entretanto pouquíssimas cidades brasileiras investiram em ETA – Estação de Tratamento de Água e ETE – Estação de Tratamento de Esgoto. (Mas a população só entra em surto coletivo quando se depara com períodos prolongados de falta de água em suas torneiras... E aí acorda para a realidade!)
             Os desafios “enfrentados” (ou nem tanto, porque os gestores demoram uma eternidade para por em prática a busca de soluções), é manter uma estrutura de desenvolvimento econômico atendendo as necessidades básicas da população crescente, com a demanda de água com qualidade e também a quantidade dos seus recursos hídricos, destinando corretamente os resíduos sólidos e esgotos para evitar a poluição dos corpos d’água.
             E para finalizar, não podemos deixar de constar que os recursos hídricos têm sido agredidos pelo uso indiscriminado de agrotóxicos e fertilizantes, contaminando não somente a superfície, mas também águas subterrâneas. Somos um país abençoado em todos os sentidos, mas cuja população precisa evoluir imensamente na educação, na cultura e no espírito de amar verdadeiramente ao seu próximo, exercendo a solidariedade, a compaixão e os cuidado e preservação a natureza.
            “Eywa (para os gregos Gaia a Mãe Terra) ficaria imensamente feliz!”

 Régis Mubarak